sábado, 29 de março de 2014

Objetivo do blog

Olá! Meu nome é Michele, eu tenho 31 anos (estamos em 2017) e sofro de transtorno da personalidade borderline desde a adolescência, mas o diagnóstico só foi confirmado em 2014, após uma longa luta. Achava-se que eu sofria de depressão que alternava entre períodos de melhora e piora. Recebi um grande número de diagnósticos diferentes entre eles fobia social, ansiedade generalizada e até bipolaridade. Isso aconteceu devido ao despreparo e o desconhecimento da doença, além do preconceito e estigma associado - mesmo em meio a comunidade médica. 

Eu criei esse blog, inicialmente, para pessoas com depressão, mas percebi que milhões de pessoas possuem centenas de diagnósticos diferentes e, desde que eu tive a confirmação de ter um transtorno de personalidade o preconceito ficou bem mais evidente, as pessoas começaram a me ver como "psicopata", "manipuladora", "incurável", "que não vale a pena tratar", "difícil" e "resistente". Então, eu transformei o blog não apenas no meu diário, mas no meu manifesto. Uma forma de mostrar as pessoas que não há o que temer. Eu, e milhões de pessoas, somos apenas seres humanos com um diagnóstico e doenças que nos fazem sofrer tanto quanto uma pessoa com uma doença física. Um transtorno mental é apenas uma detalhe, e não deveríamos ser rotuladas por isso.

Não sou médica, nem trabalho para nenhuma organização de saúde ou ONG, eu sou paciente de psiquiatra e psicóloga. Já fui enganada por organizações, e já fui em busca de tratamento que colocaram em risco a minha saúde física por causa do desespero de encontrar a cura a qualquer custo. E hoje estou aqui para dizer que milagres talvez não existam e que um tratamento que funciona para uns, pode não funcionar para outros porque cada pessoa é única.

Acredito que é muito difícil encontrar um bom psiquiatra, mas eles existem. É quase como achar um agulha no palheiro. E não existe fórmula mágica quando você encontra um, mas você tem que confiar em si e neles. Eles estudaram e você conhece a si mesmo, se você manter essa combinação, a confiança e a troca, o tratamento tem chance de ser excelente.

Sua opinião é bem-vinda desde que não seja ofensiva ou em tom de deboche. Eu costumo moderar os comentários para evitar xingamentos e ofensas desnecessárias.

Sejam bem-vindos! 

PS: Em junho/2017, após quase dois anos de tratamento, idas e baixas, eu provei a mim mesma que não sou uma pessoa incurável, finalmente estou, desde então, em "remissão de sintomas", ou seja, eu perdi alguns critérios que definiam o transtorno de personalidade borderline.

Um comentário:

  1. Oi Michele,
    eu não sei o que tenho e acho que não irei descobrir tão cedo, pois não tenho condições de ter acesso a um tratamento. Tenho me virado sozinha desde então, mas não tenho tido exito... Já procurei ajuda entre as pessoas que se diziam minhas amigas, mas a cada tentativa eles me colocam mais e mais no fundo do poço.
    Está sendo muito difícil pra mim aguentar toda essa avalanche sozinha, por isso estou procurando relatos de pessoas que passaram ou estão tentando passar e sobreviver a tudo isso.. Espero que acompanhar o seu blog, me ajude...

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