sábado, 12 de abril de 2014

O lado bom e o lado ruim do tratamento

Quando comecei esse blog, inicialmente, meu diagnóstico era depressão moderada e ansiedade generalizada. Eu sabia que havia algo de muito diferente comigo, mas não entendia o que. Ao final de 2014 foi confirmada que todos meus sintomas e graves crises, na verdade, eram parte do que a psiquiatria chama de transtorno da personalidade borderline e, enfim, a partir de 2015 eu pude encontrar o tratamento correto. 

 
Fonte: Google imagens

Há mais de quinze dias tomando fluoxetina e clonazepam começo a sentir o lado bom e o lado ruim do tratamento (antes eu só conseguia sentir o lado ruim). Eu tive o efeito "domesticada", não sinto uma raiva enorme, nem machuco ninguém, não saio gritando e xingando sem razão, apesar da raiva ainda existir dentro de mim, mas de forma bem mais escondida. Eu consigo fazer as tarefas de casa, pela manhã, com bastante energia e sem me sentir cansada ou revoltada. Eu voltei a ser gentil e ajudar meu companheiro. Além disso, eu me sinto mais corajosa e o sentir medo parece não fazer mais sentido.

...Porém, tudo tem seu preço, e eu não sei se está valendo a pena. Após certo horário eu simplesmente me sinto fraca, tão fraca que não consigo levantar um copo, além de sentir um sono profundo terrível (parece o sono da morte), começo a sentir vontade de ficar sozinha e a coragem que por um lado parece bom, por outro é ruim porque tem horas que parece "divertido" brincar de enfrentar a morte.

Eu sei que eu preciso desse tratamento para poder conviver entre as pessoas, pois eu não sei gerenciar a minha raiva e a minha tristeza, mas eu ainda continuo achando a sociedade fútil e preconceituosa, apesar de não me importar mais com nada nisso. O Prozac é bom medicamento para um deprimido, mas sem terapia de nada adianta, você acaba virando um robozinho domesticada para não machucar os outros, mas machuca a si mesmo sem se dar conta.

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