quarta-feira, 16 de abril de 2014

Os comprimidos de cada dia


Quando comecei esse blog, inicialmente, meu diagnóstico era depressão moderada e ansiedade generalizada. Eu sabia que havia algo de muito diferente comigo, mas não entendia o que. Ao final de 2014 foi confirmada que todos meus sintomas e graves crises, na verdade, eram parte do que a psiquiatria chama de transtorno da personalidade borderline e, enfim, a partir de 2015 eu pude encontrar o tratamento correto


Como pode uma pílula e metade de um comprimido tão pequenos provocarem uma mudança tão drástica na química de nossos cérebros? Eu acho isso incrível e assustador ao mesmo tempo. É incrível porque a medicina pode ajudar a nos fazer sentir melhor, mais otimista, lidar melhor com o estresse e  conviver em sociedade apenas balanceando a serotonina de nossos cérebros doentes. É assustador porque é como ser controlado por algo ou alguém que tem o poder de "transformar" você em algo que você não é de verdade. Eu me sinto ás vezes um boneco de testes, ás vezes me sinto aliviada. É complicado.

E quanto mais eu pesquiso sobre o assunto, mais confusa eu fico. São tantas opiniões, pesquisas, dicas e receitinhas que prometem melhorar a depressão que eu nem sei mais em quem acreditar ás vezes. Então prefiro acreditar que minha intuição está certa e que esse é o melhor caminho - mas sei que não é o único, ninguém deveria tomar apenas comprimidos, pois eles acabam "viciando" de alguma forma, ou pelo menos é essa a impressão que eu tenho. Eles funcionam muito bem para emergências, mas a longo prazo talvez não façam o mesmo efeito. O jeito é continuar a terapia e aguardar. 


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