sexta-feira, 4 de abril de 2014

Uma esperança?

Quando comecei esse blog, inicialmente, meu diagnóstico era depressão moderada e ansiedade generalizada. Eu sabia que havia algo de muito diferente comigo, mas não entendia o que. Ao final de 2014 foi confirmada que todos meus sintomas e graves crises, na verdade, eram parte do que a psiquiatria chama de transtorno da personalidade borderline e, enfim, a partir de 2015 eu pude encontrar o tratamento correto.


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Apesar de estar tomando há pouco mais de uma semana essa mistura louca de rivotril + prozac, confesso que estou começando a me sentir melhor. O Exodus (escitalopram) jamais conseguiu me fazer sentir deste jeito. Eu acordo mais disposta, animada e os enjôos e dores de cabeça tem diminuído. O único problema é que eu estou animada até demais, falando demais e geralmente sem pensar. Talvez seja efeito colateral do remédio, talvez seja a depressão, ou talvez eu seja bipolar e não sei, mas não importa. Isso é algo que tem me incomodado porque eu acabo falando coisas que eu não deveria dizer (apesar de, no fundo, gostar disso). 

Além disso, essa alegria repentina me dá um pouco de desconfiança, pois parece tão falsa que a qualquer momento vai acabar, mas como diz minha terapeuta tenho que separar o que é meu e o que é do remédio. Uma coisa é certa: terapia é fundamental para quem realmente quer superar esses transtornos. Não tem como lidar com isso sem conhecer a si mesmo, mergulhar na sua mais profunda escuridão mesmo que isso doa até os ossos. É trabalhoso e dolorido e eu tenho vontade de desistir tamanha a dor que sinto, mas com a ajuda dela, da minha família e da minha própria ajuda tenho tentado superar essa vontade de deixar para lá.

Eu adorei a fluoxetina, não vou mentir, ela me deixa muito mais a vontade nos ambientes em que eu me sentia esmagada, eu me sinto mais engraçada, alegre e consigo fazer as coisas que não estava conseguindo antes, mas eu não quero depender de uma pílula para ser feliz, eu quero aprender a construir esse mecanismo no meu cérebro através de meditação, terapias e seja lá o que for. Pode ser mais fácil tomar uma pílula e pronto acabaram os problemas, mas isso é falso e temporário, quero algo verdadeiro e permanente, quero aprender a lidar com isso e viver da melhor forma que eu puder. 

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