quarta-feira, 27 de maio de 2015

Maio - Mês da Consciência do Transtorno da Personalidade Borderline #1

Imagem do Tumblr

Eu não sabia, mas maio é o mês da consciência do transtorno da personalidade borderline (TPB). Não consegui descobrir exatamente de onde surgiu, mas provavelmente foi no Reino Unido onde o movimento é bem forte ou nos Estados Unidos, o importante é que o assunto seja discutido, pois qualquer transtorno mental sempre vem carregado de bastante tabu e preconceitos.

Para quem ainda não sabe, eu tenho este transtorno. Até o final do ano passado - e durante minha vida toda - havia sido diagnosticada como tendo depressão moderada. Porém, após muitos psiquiatras, e cinco anos de terapia, eu finalmente recebi o diagnóstico correto de transtorno da personalidade borderline, o que foi muito importante, pois passei tomar a medicação certa, fazer as terapias certas e assim estou melhorando a cada dia. Então, sim, o diagnóstico é muito importante, no nosso caso, porém, isso não precisa nos definir. Eu não sou "borderline", eu sou um ser humano, que, por acaso, tem um transtorno de personalidade.

O site Borderline Personality Disorder sugere que neste mês compartilhemos um poster com alguns dados sobre o transtorno, eu vou traduzir o que está nele e colocar o link do poster logo depois:

1)Você vai ver a foto de uma moça e acima escrito "Sua percepção", ou seja, é o modo como as pessoas veem a gente. A outra foto é uma montanha-russa e acima está escrito "Minha realidade", que é uma ótima analogia, pois estar "borderline" (que, literalmente significa "na fronteira") é como viver em uma montanha-russa de sentimentos.

O texto do postêr:

"O transtorno da personalidade borderline pode virar sua vida de cabeça para baixo.

O TPB ainda prevalece como um dos transtorno mais estigmatizados e incompreendidos da psiquiatria.
Cerca 5.9% dos adultos (aproximadamente 14 milhões de americanos) possuem o transtorno.
O TPB é mais comum do que a esquizofrenia e a bipolaridade em conjunto.
As vítimas do TPB tem 400 vezes maior chance de cometer suicídio do que a população em geral.
É a terceira causa de morte de mulheres entre 15-24 anos.

Por causa das pesquisas, das opções de tratamentos e a informação para a população estar décadas atrasada, muitos profissionais da saúde ainda pensam que o TPB não tem tratamento.

Mas HÁ tratamento. HÁ esperança.

Para mais informação, visite:


Falarei mais sobre isso...

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