quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Na montanha-russa mais uma vez


Há mais ou menos dezessete dias atrás eu me sentia dando os primeiros passos, conhecendo uma estranha dentro de mim... bem, muita coisa mudou desde então. Eu sentei em uma cadeira, apertei o cinto (talvez não tão forte e tive uma sorte muito grande), e com medo e ansiedade, enfrentei um passeio na minha montanha-russa emocional. Não é divertido, você não quer levantar as mãos, e nem consegue gritar, mas sente o frio na espinha todas as vezes que desce e sobe, desce e sobe, a toda velocidade, sem aviso, sem pedir licença, sem piedade com você ou com as pessoas que convivem ao seu redor...

Não considero que eu regredi, eu apenas paralisei um pouco, aquela estranha que eu estava começando a gostar se assustou com os últimos acontecimentos, mas não sumiu, vez ou outra ela aparece para me dizer que eu "sou eu"! Medicamentos não param a desregulação emocional, eles ajudam a controlar, e, resumindo, surtei. Surtei porque não existe milagre, porque ainda estou aprendendo a andar, e porque meu limite ultrapassou. Existe uma quantidade de situações emocionais que consigo suportar e parece que a minha mente cedeu. O problema é que eu não estava preparada e nem alerta para os sinais. Eu fingi que não vi o carrinho descer a montanha-russa e, de repente, eu "apaguei" (sintoma dissociativo). Eu tive dois dias de "apagões" totais que eu só não morri por mera sorte. Estresse? Medicamento? A própria doença? Ninguém tem absoluta certeza. Apenas teorias, hipóteses. Nem eu mesma tenho 100% de certeza do que foi que aconteceu comigo afinal eu não lembro apenas tenho cicatrizes e lembranças como se fosse um mero sonho (ou pesadelo). 

Agora eu convivo com uma mente de nível 10 em instabilidade, e acreditem, eu tento cada segundo gerenciar o que eu penso e sinto, mas nem sempre eu tenho sucesso e acabo ou chorando ou tendo uma crise de raiva ou explodindo com alguém, nenhuma dessas opções me parece sensata ou eficaz. Meu senso de identidade parece parcialmente alterado a maioria do tempo e em alguns momentos completamente sem sentido. Eu me sinto no modo "pausado", não consigo correr, nem fugir dessa "enchente emocional" em que me encontro. Cada sentimento me invade e me leva junto com ele como se eu não tivesse outra opção a não ser me deixar levar. Então, num piscar de olhos, numa leve brisa do vento, aquela estranha que sou eu, que já fincou alguma raiz dentro de mim, me faz colocar um pé na realidade e isso me basta para que eu não queira desistir da minha vida. Essa não é uma opção. Eu estou nessa montanha-russa, e vou sair dela melhor do que das outras vezes, e se tiver que passar por isso outra vez, eu passo, só que cada vez vai ser melhor, um passo por vez. Sempre em frente. Sem desistir. Confiando.

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