terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quando alguém sugerir que borderline não existe...



*Já me desculpo pelos erros de tradução e interpretação. Estudos científicos não são simples de traduzir! :) 

Dificuldades para regular as emoções na personalidade borderline podem ser causados ​​pela atividade cerebral frontal, de acordo com um estudo publicado em junho pelo Brain Imaging and Behavior. A pesquisa sugere que transtorno de personalidade borderline envolve um sistema feedforward (é um termo que descreve um tipo de sistema que reage a mudanças no seu ambiente, normalmente para manter algum estado desejado do sistema. Um sistema que exiba um comportamento de alimentação avante responde a um distúrbio medido de uma maneira pré-determinada. fonte: wikipedia) em que a entrada de regiões cerebrais frontais - pensamentos conscientes e cognições - leva a ativação excessiva da amígdala.

O transtorno de personalidade borderline é uma condição grave que afeta a forma como a pessoa regula a emoção, e envolve principalmente aumento da sensibilidade à informação negativa. Consequentemente, esses indivíduos se envolvem em uma série de comportamentos perigosos, como auto-mutilação e tentativas de suicídio, e também têm problemas em diversas áreas como relacionamentos (incluindo consigo mesmos), trabalho e lazer. 

As pesquisas destacam as diferenças significativas no funcionamento do cérebro entre o sistema límbico e as regiões frontais em pacientes com transtorno de personalidade borderline. Mais especificamente, na área do cérebro que é importante para o processamento da emoção - a amígdala - a pesquisa mostrou que há maior ativação quando se visualiza informação negativa, como a raiva, e quando se recordam de eventos traumáticos.  

A pesquisa também indica que há diferenças na ativação entre processamento consciente e inconsciente, o que fornece uma visão sobre os mecanismos através dos quais os indivíduos com transtorno de personalidade borderline processam informações.Para o estudo, conduzido por Kathryn Cullen da Faculdade de Medicina da Universidade de Minnesota, 12 mulheres com transtorno de personalidade borderline e 12 mulheres sem o transtorno, para o grupo de controle, foram submetidas ao fMRI (Ressonância Magnética Funcional), e enquanto tinham seus cérebros escaneados, as participantes viam rostos expressando emoções (medo e expressões neutras). Esses rostos foram apresentados em duas condições: Ou com a emoção abertamente expressa para medir o processamento consciente da emoção ou com a emoção suprimida para medir a resposta automática e o processamento inconsciente de emoções (rostos com emoções foram rapidamente apresentado por 26ms antes de serem mudados para faces neutras). 

Os resultados revelaram que, quando o medo estava expresso nos rostos, os pacientes com transtorno de personalidade borderline apresentaram maior ativação na amígdala e em várias regiões corticais frontais. Quando o medo estava implícito e estímulos felizes encobertos, o grupo que tinha borderline também mostrou maior ativação do que o grupo de controle em várias regiões, incluindo regiões corticais frontais e temporais.Os pesquisadores concluíram que há uma maior ativação cortical e da amigdala do que o grupo de controle quando a emoção está abertamente expressa, mas não quando é implícito, o que sugere a hipótese de que a desregulação emocional neste grupo é principalmente devido à disfunção na regulação cortical da emoção e sugere a possibilidade de que o borderline envolva um sistema de feedforward no qual a entrada frontal pode, em parte, conduzir a ativação excessiva da amígdala. Em outras palavras, pensamentos e cognições conscientes relacionados às regiões cerebrais frontais podem levar ao aumento da atividade da amígdala e sensibilidade emocional.

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