terça-feira, 30 de maio de 2017

Aniversário, aceitação, presença


 
Hoje eu completo 31 anos. Uau! Eu jamais imaginei que chegaria até aqui. É uma grande oportunidade formada por uma série de superações - que ainda não acabaram. Eu me sinto muito grata por simplesmente estar aqui, agora, respirando, testemunhando mais um ano de experiências incríveis, felizes, infelizes, instáveis, estáveis e até mesmo inusitadas. 

Ao mesmo tempo, não posso dizer que me sinto completamente a vontade. Eu sinto um tanto de culpa. Eu gosto dos sentimentos positivos, mas as vezes as pessoas e as comparações que eu faço me fazem sentir que eu não deveria me sentir bem. Nunca. Em nenhuma ocasião. O que, quando eu paro e penso, soa muito cruel comigo mesma. Porque, afinal, a vida é esse processo dual, bom e ruim, alegre e triste, nascer e morrer. Cada evento, positivo e negativo, está contido dentro deste processo e tem emoções correspondentes. Não posso escapar delas. Eu já fiz isso a vida toda. Eu também não deveria me culpar por isso...

...O que fazer? Eu me sinto feliz por um lado, mas por outro acho que eu não deveria sentir coisas positivas! A única alternativa que veio a minha mente foi a aceitação completa do meu julgamento. Eu julgo que não mereço sentir coisas positivas porque há pessoas em situações piores que a minha, porque o mundo é cheio de crueldade, injustiças e eventos imprevisíveis. Eu deixei todo o julgamento, crítica e racionalização passar por mim e a culpa foi minimizando, pois a verdade é que eu não tenho controle sobre o comportamento de ninguém além de mim mesma (eu sei que eu já disse isso em outras postagens, mas não tem como chegar em outra conclusão). Isso não é triste, é bom, pois quer dizer que tenho poder e controle sobre mim e cada pessoa tem poder e controle sobre si. Tristes são as escolhas de algumas pessoas, que torna o mundo em que vivemos cruel, injusto e caótico. E, por isso, elas devem ser responsabilizadas - infelizmente, não é o que vemos, mas a esperança é a ultima que morre.

E porque eu decidi escrever sobre isso? Para mostrar que mesmo sendo um dia de comemoração, eu tenho de lidar com conflitos emocionais, instabilidade, decisões, ou seja, o trabalho nunca termina, a consciência, a presença é sempre uma ação constante. Existem dias que eu desanimo completamente e as emoções me levam, mas eu prefiro quando existe um equilíbrio. Não é fácil, mas vale a pena, é possível.

5 comentários:

  1. Feliz aniversário atrasado!! rsrs, ouvi dizer que quanto mais velhos ficamos mais as ´´coisas´´ se ajeitam e vão melhorando, pois aprendemos oque nos faz bem e mau, seja nossos atos e pensamentos ou a famiia e sociedade, apartir dai moldamos nossas vidas.
    E que voçe tenha vários e seja feliz! é MUITO difício chegar lá mais não impossível.

    https://www.youtube.com/watch?v=1Qp56hkzhzM

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  2. Olá! Faz poucos dias que eu estou com a idéia de que sou borderline e gostaria de saber a sua opinião. Sou obsessiva compulsiva, mas tenho um amor exagerado. Amo demais , faço tudo por ele...entro em paranóia...elogios me causam desconfiança. tenho medo de ouvir certas coisas. Sei que muito do que sinto não tem fundamento, mas não consigo evitar. Tenho vontade de matar muita gente..queria que morressem para acabar com meu sofrimento. Tenho crises de raiva e me mutilo. Me corto para me punir, para lembrar de algo que não devo fazer mais, não confiar mais em ninguém ou por pura raiva. Consegue se identificar um pouco comigo? será que sou borderline também? obrigada

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    1. Olá! Um diagnóstico somente um médico psiquiatra especializado poderá te dar, porém, com toda a leitura que eu tive, experiência de todas as pessoas que conheci e minha própria experiência, você apresenta o que eles chamam de "traços" - eu precisaria de muito mais detalhe para ter certeza. Se você estivesse falando com um psiquiatra ele iria perguntar por quanto tempo as crise de raiva duram por exemplo, pois isso define bastante se é um quadro de borderline ou bipolaridade (mas não se limita a isso). Eu posso falar por mim, me identifiquei bastante sim, eu já senti tudo isso, em níveis muito elevados e que iam e vinham muito rápidos, velocidades difíceis de definir e que me assustavam e assustavam as outras pessoas. Se eu pudesse te dar uma orientação, se você tiver oportunidade, procure um psiquiatra e um psicólogo (ou um psiquiatra que também seja psicoterapeuta), acredite em mim, isso ajuda bastante a melhorar todo esse quadro que você tem sentido, sendo borderline ou não. Ele (ela) vai saber exatamente o que você tem e vai poder te ajudar com remédios (se precisar, às vezes não precisa) e terapias mais precisas. Agradeço a coragem em ter compartilhado comigo, reconhecer esses padrões e alterações já é um grande passo para conseguir controlá-los. =)

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    2. Muito obrigada! ah, esqueci de dizer que fiz 31 anos há pouco tempo também! eheeh e feliz aniversário!

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